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Projeto Querência Inclusiva amplia acessibilidade na ExpointerProjeto Querência Inclusiva amplia acessibilidade na Expointer

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Publicado em 03/09/2026, Por Grupo RSA de Comunicação | Rádio Sananduva Ltda

Visitar a Expointer e aproveitar as atrações da feira é possível para mais pessoas. O Projeto Querência Inclusiva oferece acolhimento e recursos para que famílias atípicas possam circular pelo Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, com mais tranquilidade. Entre as ações estão uma sala de descompressão, atendimento com protocolos específicos e experiências de equoterapia para pessoas neurodivergentes. 

O projeto está instalado no Pavilhão Internacional e disponibiliza uma sala equipada para momentos de pausa, regulação e despressurização. O espaço conta com jogos interativos, lounge para as famílias e acompanhamento de uma equipe técnica, que avalia as necessidades de cada pessoa e estabelece o atendimento de acordo com os níveis verde, amarelo e laranja. 

Qualquer visitante que necessite utilizar a sala de descompressão pode procurar o estande do Querência Inclusiva no Pavilhão Internacional. O projeto também recebe escolas, Apaes e grupos de mães e oferece apoio para facilitar o deslocamento pelo parque. Uma carreta disponibilizada por um haras busca os participantes na entrada da Expointer e os conduz até os locais onde são realizadas as atividades. 

Na manhã desta quinta-feira (3/9), turmas de alunos de escolas de Sapucaia do Sul e Esteio, além de uma turma da Apae de Canoas, participaram de uma demonstração de equoterapia na Pista de Julgamento de Caprinos, Pôneis e Demonstração de Cães do Parque de Exposições Assis Brasil. A atividade proporcionou aos participantes um contato mais próximo com os cavalos e com a vida rural, em uma experiência adaptada às necessidades das pessoas atendidas pelo projeto. 

Segundo Jaqueline Rosa, integrante do Querência Inclusiva, a iniciativa busca oferecer às famílias atípicas um ambiente de acolhimento durante a visita à feira, que pode representar um desafio em razão de fatores como sons elevados e aglomeração de pessoas. 

“O Projeto Querência Inclusiva foi planejado para que as famílias atípicas possam ter um apoio, um lugar de despressurização para seus familiares que necessitem, um acolhimento, uma palavra de ajuda. Esta é a primeira vez que participamos e conseguimos uma experiência com cavalos para que as crianças possam ter um contato mais próximo com a vida rural”, explicou Jaqueline. 

O espaço no Pavilhão Internacional está aberto a qualquer família que necessite de acolhimento durante a visita à feira, especialmente as famílias atípicas, que podem enfrentar dificuldades em ambientes com som alto e aglomeração.  

A equoterapia é outra frente de atuação do projeto. Durante a atividade desta quinta-feira, os participantes tiveram contato direto com os animais sob acompanhamento especializado. Para o enfermeiro especializado em equoterapia Glaydson Nascimento, a experiência permite trabalhar aspectos que vão além do atendimento realizado em ambientes clínicos. 

“Os benefícios são inúmeros, mas especificamente para o autista trabalhamos a inclusão social, a coordenação motora fina, os distúrbios de comportamento dessas pessoas com o contato com o animal. O objetivo é sair um pouco do ambiente da clínica, do consultório, e trazer para um ambiente mais livre, trabalhando a associação com o animal e toda uma equipe multidisciplinar”, explicou. 

Segundo ele, a atividade também atua como complemento ao trabalho desenvolvido em consultórios e clínicas. O objetivo é fortalecer o que a pessoa tem de melhor, trabalhando junto com uma equipe multidisciplinar e especializada, complementando o que o paciente vem trabalhando dentro do consultório, fazendo um fortalecimento do que já aprendeu. 

 

Texto: Thales de Oliveira Moreira/ Ascom Expointer / Edição: Ascom Expointer

Foto: Grupo RSA de Comunicação / Rádio Sananduva Ltda