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Tupanciretã sedia abertura oficial da colheita da soja no RSTupanciretã sedia abertura oficial da colheita da soja no RS

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Publicado em 20/03/2026, Por Grupo RSA de Comunicação | Rádio Sananduva Ltda

A colheita da soja, principal cultura de verão do Rio Grande do Sul, foi oficialmente aberta na manhã desta sexta-feira (20.03). A cerimônia ocorreu na Fazenda Pedras Brancas, no município de Tupanciretã, na região Central do Estado.

A estimativa de produção para a safra foi revisada para baixo pela Emater/RS-Ascar, passando de 21,4 milhões para 19 milhões de toneladas. A redução se deve à falta de chuva durante o período crítico de desenvolvimento das lavouras, além da diminuição de 1,7% na área inicialmente projetada. A restrição ao crédito foi outro fator que contribuiu para o recuo anunciado pela Emater/RS-Ascar.

“Este é um momento importante para analisar os dados da safra, que evidenciam os impactos da falta e da má distribuição das chuvas nas diferentes regiões, afetando produtores de forma heterogênea. Também é uma oportunidade para reforçar a adoção de boas práticas agrícolas, aliadas a políticas públicas como o Plano ABC+, o Irriga+ RS e a Operação Terra Forte, que orientam o manejo e a conservação do solo e da água, além de ampliar o uso da irrigação como estratégia para dar mais segurança à produção”, salienta o presidente da Emater/RS, Claudinei Baldissera.

PERDAS E SITUAÇÃO DE EMERGÊNCIA

Na região de Santa Maria, ao menos 18 municípios já registram perdas na produtividade da soja. Em 10 deles, os prejuízos são mais expressivos, com emissão de laudos técnicos para subsidiar decretos de situação de emergência. São eles: Ivorá, Jari, Júlio de Castilhos, Nova Esperança do Sul, Quevedos, Santiago, São Pedro do Sul, Toropi, Tupanciretã e Unistalda.

IRRIGAÇÃO

As frequentes perdas econômicas fizeram com que o Governo do Estado ampliasse o Programa Irriga+ RS, que entra na sua terceira fase. O objetivo é transformar as lavouras em áreas mais seguras e produtivas.

“O Governo do Estado tem adotado políticas públicas para mitigar os efeitos da estiagem, e a irrigação é fundamental nesse processo. Hoje, pouco mais de 4% da área de soja é irrigada, o que ainda é muito baixo. Por isso, o Estado está subvencionando em 20% os projetos de irrigação, com limite de até 150 mil reais por produtor, e lançou a terceira fase do programa Irriga+ RS. Além disso, buscamos junto ao Governo Federal a prorrogação de dívidas para que esses recursos sejam direcionados à irrigação, garantindo safras mais seguras, geração de renda e fortalecimento da economia, em parceria com a Emater”, destacou o secretário da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), Edivilson Brum.

“No âmbito do programa Supera Estiagem, o governo trabalha para ampliar significativamente a irrigação no Estado. Já foi proposta ao Governo Federal a prorrogação de mecanismos como o Fundo de Reconstrução e o Regime de Recuperação Fiscal, para que esses recursos sejam direcionados à irrigação. A meta é multiplicar por cinco a área irrigada no Rio Grande do Sul nos próximos quatro anos, garantindo maior resiliência às lavouras diante das adversidades climáticas”, afirmou o vice-governador Gabriel Souza.

 

Fonte: Assessoria de Comunicação da Emater/RS-Ascar - Regional de Santa Maria / Jornalista Cleuza Noal Brutti

Foto: Cleuza Noal Brutti - Divulgação Emater/RS-Ascar