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Tecnologia da informação como propulsor da gestão municipalTecnologia da informação como propulsor da gestão municipal

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Publicado em 18/02/2021, Por Felipe Camozzato | Vereador de Porto Alegre

No mundo empresarial, é fato que a falta de concorrência estimula a ausência de inovação. Quando a reflexão é trazida para o poder público, tal afirmativa reafirma-se na necessidade de avançar em competitividade e entrega, onde o maior beneficiado é o cidadão. Neste primeiro trimestre, a Câmara de Vereadores de Porto Alegre deve apreciar o projeto enviado pelo Executivo que quebra o monopólio da Procempa na prestação de serviços de tecnologia da informação e comunicação. Vale lembrar que meu gabinete foi protagonista na proposição da quebra do monopólio, mas para evitar discussões de inconstitucionalidade e para dar maior celeridade no andamento da proposta, retiramos a iniciativa para que a prefeitura pudesse fazê-lo.

O que de fato isso significa? Que estamos no caminho de uma gestão mais eficiente, ágil e menos onerosa para a população. A Prefeitura se tornou refém da sua própria estatal, que se justificava ainda na década de 70 na concepção do fortalecimento da indústria nacional. O fato é que hoje esse modelo se tornou ineficiente, sem dar conta da demanda e nem do dinamismo que a velocidade da informação exige. Hoje contamos com grandes empresas no mercado que atendem com melhor qualidade, custo mais baixo e rapidez no desenvolvimento de novas tecnologias. Não precisam contratar mediante concurso público, nem tampouco se enquadrar em licitações para compra de equipamentos e arcar com as despesas de regimes de trabalho tipicamente públicos. 

Um exemplo prático para ilustrar a atual demanda da administração pública é o 156. Ainda não avançamos por falta de solução informatizada, assim como nos cálculos automáticos para corrigir distorções de ITBI e IPTU. São demandas urgentes, que afetam diretamente o cidadão e que a Procempa, mesmo com um corpo técnico qualificado, não tem condições de atender de forma ágil demandas das mais variadas que surgem por parte do poder público. 

Quebrar o monopólio da Procempa é evoluir, é transformar a cidade em um ambiente mais competitivo e preparado para o futuro. Pode ser o início de uma transição. Precisamos ter a clareza do que a evolução dos tempos nos traz e quebrar antigas formas que já foram prósperas em décadas anteriores. 

(FOTO: PIXABAY)